Resenha série Lúcifer

Essa série de investigação, comédia e um toque de romance, fez estreia no catálogo da Netflix dia 24/07/17.
A série conta a história do diabo, Lucifer Morningstar, que abandona seu “trono” no inferno e abre uma boate com piano em Los Angeles. Ao desenrolar da trama, ele se envolve com a “detéeective😅, Chloe Decker, e vira consultor da polícia, desvendando vários assassinatos. A série tem 3 temporadas e apenas 2 disponíveis na Netflix (por enquanto).





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Minha crítica como espectadora: a primeira temporada é deliciosa de assistir. Podemos conhecer de perto o protagonista e seu primeiro contato com a detetive e o corpo policial. Já na segunda conhecemos mais da família celestial de Lucifer e muitos problemas que seguem por conta deles, sem deixar de lado, é claro, as investigações. E na terceira vemos um antagonista colocando as manguinhas de fora e “asinhas alheias” tb 😂! No geral acho a série muito repetitiva e meio que parece que não sai do lugar; principalmente a relação de Lucifer e Chloe. Chega ser frustrante de assistir! Acredito que a maioria gosta pelo personagem. Ele é o diabo, mas é cativante, engraçado, charmoso, honesto, original e até mesmo amável! E isso encanta quem assiste e gosta. Pois é mto contraditório! Tipo: como amar o diabo!? 🤣 Contudo, mesmo amando a série, reconheço que ela é bem fraca de conteúdo! Ela é mais pro lado de CSI (bem mal feito) com comédia. Geralmente eu não recomendo essa série, mesmo amando! Pq acho que ela é de um gosto particular meu! Entende!? 😆🤔 Espero que na 4ª temporada a Netflix dê o UP que prometeu dar a série e que ela realmente precisa! Sobre o cancelamento da série, pela FOX, particularmente achei que foi uma jogada de marketing! A série realmente não estava indo bem das pernas, com relação à audiência, e dps dessa confirmação da 4 temporada, achei que fizeram isso para atrair mais fãs e visibilidade à série (minha opinião!).





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Curiosidades: Tom Ellis (Lúcifer) faz seu próprio canto durante todo o show, apesar de não tocar piano. Baseado no personagem da Comic DC Virtigo, Lucifer Morningstar, do comic Sandman. O livro que Chloe lê para Trixie é “Coraline” de Neil Gaiman. Lúcifer é baseado em um personagem nos romances gráficos “Sandman” de Gaiman. Lúcifer nunca é visto fumando; ele é mostrado com cigarros fumegantes em um cinzeiro ao lado dele, ou apagando um cigarro, ou prestes a acendê-lo, mas sem realmente dar uma tragada. Tom Ellis admitiu em uma entrevista que fumar é o seu maior vício, e ele tem fumado “por muito tempo. Eu preciso parar”. Na primeira temporada, Lúcifer apenas diz o nome de Chloe duas vezes. Uma vez no piloto e no final da temporada. Kevin Alejandro substituiu Nicholas Gonzalez como Dan depois do piloto. Lina Esco faria o papel de Maze. Rachael Harris (Linda) e DB Woodside (Amenadiel) trabalharam anteriormente no programa Suits, nas temporadas 2, 3 e 4; Tricia Helfer (Charlote) tb trabalhou na série. Às vezes, quando Chloe Decker atende o telefone e o segura no ouvido, o telefone está virado de cabeça para baixo. A série já fez algumas referências a série Supernatural.
A série está com média 8,2 no IMDb (achei bom demais).
E de acordo com as minhas pesquisas, a 4 temporada está sendo gravada e tem previsão de estreia em 2019! 😀




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Resenha da série O Mundo Sombrio de Sabrina

Essa série teen de drama, magia e muito satanismo, fez sua estreia no catálogo dia 26/10/18.
A série narra a história da jovem bruxa, Sabrina Spellman, que prestes a completar seus 16 anos, se vê dividida entre dois mundo: o mundo dos mortais e o mundo da magia. Contamos com uma temporada de 10 episódios com aproximadamente 1h cada.




▶ Minha crítica como espectadora: antes de qualquer coisa, ESQUEÇA a Sabrina leve, engraçada e desastrada que conhecemos nos anos 90 ✋🏽! Quem acompanhava e amava a série nessa época, pode ficar um pouquinho decepcionado com a nova adaptação. Então, não criem expectativas e encare como “um mundo novo”. Pois realmente a série se distancia em vários aspectos da Sabrina, aprendiz de feiticeira, que conhecemos há bons anos atrás 😅. A nova série é um pouco mais fiel aos quadrinhos 📕. Outra questão, que pode distanciar algumas pessoas, é o tema satanismo 👹. Nesse quesito a série realmente é bem pesada, para pessoas muito cristãs e que não conseguem separar a ficção da realidade (igual aconteceu quando estreou Lucifer 😅). Sabendo lidar com isso, da pra assistir de boa, pois não há nada de muito assustador (poucas cenas são) e as vezes chega até ser engraçado 😂. Outro ponto que foi muito debatido, foi a questão do Salem 🐱 não falar. Realmente sentimos isso um pouco, pois ele além de não falar, ficou um pouco ofuscado, salvo algumas cenas que ele brilhou, mas no geral, senti um pouco a falta do holofote nele. Espero que na próxima temporada, ele seja melhor explorado. No meio da série, ela começa a ficar um pouco morna 🌡, mas rola algumas cenas que vai dando um 🆙 e no ultimo episódio deu uma boa melhorada. Ao acompanhar a série, senti que ela parecia um quebra cabeças, daqueles que a gente já conhece, mas ainda assim quebramos um pouco a cabeça para montá-lo e a cada encaixe perfeito, vai nos surpreendendo e encantando aos poucos, até descobrir o desenho final ☺. Vale ressaltar toda a vibe girl power que senti, ao assistir a série. Muitos personagens femininos fortes. Incluindo a nossa protagonista e o trio de antagonistas.  Um ponto que achei interessante e até bonito, foi a câmera, em certos momentos/cenas, ficar meio desfocada. Acredito eu, que seja para deixar um ar ainda mais sombrio e misterioso. Vale ressaltar o belo figurino e claro, fotografia 😍! Lembra muito a série Riverdale, que para quem não sabe, fazem parte do mesmo universo da HQ Archie Comics. Inclusive no segundo e ultimo episódios, é mencionado a cidade vizinha (em Riverdale, a cidade de Greendale tb é mto mencionada. Farei um post com várias curiosidades depois!). Um ponto que achei engraçado, foi o pastor me lembrar muito o personagem Aro Volturi, da série de filmes Crepúsculo 🤣. A série tem seus altos e baixos, mas achei que foi um pouquinho superestimada. Eu gostei? SIM! Mas pela divulgação, esperava um pouco mais, como por exemplo o mínimo, que é o uso da magia 🧙‍. E isso foi pouco explorado nesse primeiro momento da série. Mas os mistérios que rondam a Sabrina e sua família/amigos, são bem interessantes e td vai se revelando aos poucos e acredito ainda ter muito mais por vir 🙏🏽! Super indico pra quem ama séries teen, com um toque de magia! 😘




⏭ Curiosidades: farei um post exclusivo só com elas! 😚
A série está com média 8 no IMDb e ótima avaliação pelo Rotten Tomatoes.
Podemos contar com uma nova temporada, ano que vem!

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Switched- Nova série da Netflix, originada de mangá.

Baseada no mangá Sora wo Kakeru Yodaka, a nova série da Netflix conta a história de duas garotas do ensino médio que acabam trocando de corpos.



A série nos conta uma história relativamente comum, porém com uma visão e produção diferenciada e muito empática sobre relações. O enredo se passa entre quatro adolescentes japoneses que têm suas peculiaridades e problemas individuais. Kaga, Koshiro e Ayumi são amigos de infância, populares, simpáticos  e de classe média. Umine tem uma vida de padrão diferente, assim como sua personalidade retraída, com problemas familiares e de convivência; é ela quem inicia toda história em que a série se baseia, quando através de um método que envolve um suicídio durante a lua vermelha, decide trocar de corpo com Ayumi.

Pode até parecer o clichê em que a o alvo é se vingar da pessoa mais popular da escola, ou até aquele roteiro conhecido do nosso cinema nacional, em que duas pessoas trocam de corpo…mas não, Switched não se limita a isso. A produção nos coloca mais a fundo na situação, mostrando outros lados e soluções, tanto a respeito de como olhamos pras pessoas que sofrem algum tipo de preconceito, como também alternativa pra reagir a ele e talvez mudar alguns hábitos.

Assim como já conhecemos das produções japonesas, a dramatização é diferenciada, pois ao mesmo tempo em que existe a postura reservada, que é característica dos orientais, a produção usa e abusa na dramatização, no jogo de câmeras e câmera lenta para enfatizar os momentos de clímax.

A primeira temporada foi disponibilizada nesse mês pela Netflix com 6 episódios de pouco mais de 30 minutos cada, com um começo um pouco pesado, porém  no estilo que prende a atenção,  com roteiro simples, mas envolvente, que é possível maratonar em um dia e ainda criar amor pelos personagens 🙂

Sora wa Kakeru Yodaka cast 300x200 - Switched- Nova série da Netflix, originada de mangá.

Personagens da série e seus respectivos personagens do mangá.

Outra recente série que também foi baseada em mangás e disponibilizada pela empresa, foi Erased. Ela conta a história de Satoru Fujinuma, um jovem ansioso e com problemas em se expressar, que vive sua vida como um entregador de pizzas mas também é quase um super-herói. Ele tem a habilidade de voltar no tempo para evitar acidentes. Confira o trailer:



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The Handmaid’s Tale: crítica da segunda temporada

Após uma premiada primeira temporada, a Hulu obviamente decidiu renovar The Handmaid’s Tale para uma segunda temporada. A dúvida de todos era: a série tem mais o que mostrar sobre a vida da aia na república de Gilead? E eu lhes digo que sim.

Esse texto contém spoiler da série. Leia se já tiver assistido ou por sua conta em risco.

june 300x169 - The Handmaid's Tale: crítica da segunda temporada

A temporada começa com a fuga de June e seu difícil caminho rumo ao Canadá. A fuga não dá certo e a aia é levada de volta para a casa dos Waterford. Vimos nessa temporada June ser torturada de várias maneiras. Tortura física, psicológica, o sentimento de culpa pelo rastro que a tentativa de fuga dela deixou. Vi muitas pessoas dizendo que a série tinha virado uma espécie de torture porn, onde víamos June ser torturada episódio após episódio. Eu acho que eles retrataram aquilo que precisavam. Ali é um mundo difícil, opressor. A fuga de uma aia grávida é algo sério, quebrar a personalidade dela, colocar toda a culpa em June e deixar Offred livre para ser a “aia boazinha” é cruel mas parece bem algo que aquele sistema faria, na tentativa de se preservar.  Mas durante a temporada vimos June ir de total rebelde para submissa e etão rebelde de novo. Confesso que esse vai e vem me cansou um pouco. O fato dela fugir, voltar para a casa, fugir de novo e decidir ficar em Gilead também me preocupa, pois não quero que ela volte a casa dos Waterford de novo. Sei que é importante para a série a dinâmica entre June e os moradores da residência mas acho que já era de andarmos com isso e encontrar novos meios de narrativa.

serena 300x169 - The Handmaid's Tale: crítica da segunda temporada

Por falar em dinâmica, a melhor coisa para mim foi a interação entre June e Serena. Que construção de personagem maravilhosa a que fizeram com Serena! É, para mim, a personagem mais complexa da série. É difícil para quem gosta de dividir personagens em bons e maus saber onde colocar Serena. Ela faz muitas atrocidades e coisas ruins, não me entenda errado, não a estou defendendo. Mas você entende o que ela quer, entende o quanto ela perdeu para conseguir, entende que ela já foi longe demais para voltar atrás. Quando em visita ao Canadá, lhe é ofertado a possibilidade de fugir e ela nega. Não consigo ver Serena Joy fugindo e sendo bem recebida em nenhum grupo de refugiados de Gilead. Ela sabe que não pode fugir. Mas também sabe que aquele país do jeito que está não será bom para sua filha crescer e tenta mudar isso. Serena assumiu o comando do escritório de Fred enquanto ele estava internado por causa do atentado de Offglen. Contou com a ajuda de Nick e June. Ofereceu uma caneta a June e confiou nela. Apanhou do marido quando ele descobriu. Serena enfrentou os comandantes e em busca de um futuro melhor para sua filha os desafiou, lendo a bíblia para eles. Perdeu um dedo por isso. Embora castigada por isso, esse ato da esposa nos mostra o poder da união. E essa revolução esta começando a acontecer. Aias juntas, com o mayday, fizeram um pouco. Martas unidas conseguiram a fuga de Emily e a bebê Nicole. Esposas unidas podem conseguir mais. Aias, martas e esposas juntas podem mudar tudo. Sororidade.

emily 300x169 - The Handmaid's Tale: crítica da segunda temporada

A atriz Alexis Bledel entrou para o elenco fixo da série nessa segunda temporada mas achei sua participação tão pequena como na primeira. Pequena porém pontual. Conhecemos um pouco do seu passado como professora universitária, vimos sua esposa e seu filho. Há uma cena onde Emily e a família tentam ir para o Canadá mas Emily é impedida de ir pois aquele casamento não é mais válido. “É a lei”. É um episódio ainda no bem no começo da temporada mas que me fez pensar tanto e ainda está comigo agora que a temporada acabou. A forma como as leis podem mudar e de repente você está a mercê de uma nova lei. Apenas porque alguém disse que aquele pedaço de papel não valia mais nada, uma mulher se separou da família e virou escrava sexual de um regime ditatorial. Cena rápida mas para mim muito pesada.




Emily apareceu pouco mas vemos a aia perdendo a sanidade pouco a pouco, em cada uma de suas aparições. Estuprada sistematicamente e castrada na primeira temporada, aqui ela foi enviada para as colônias onde limpava lixo químico, seu corpo apodrecendo aos poucos, foi levada de volta a ser aia, de volta aos estupros, viu um comandante morrer em cima de si, foi dada a um novo comandante que não agia como os outros. Ali ela não sabia o que a esperava, se ele não queria fazer a cerimônia, então o que ele queria? Isso tudo explodiu quando ela esfaqueou Tia Lydia. Apenas torço que as coisas agora deem certo e ela consiga chegar no Canadá e reencontre sua família.

eden 300x169 - The Handmaid's Tale: crítica da segunda temporada

A temporada trouxe uma personagem nova, Eden. Achei que se livraram dela cedo demais. Eden era filha de Gilead, nova demais para lembrar como era antes e fiel a como as coisas são agora. Isso causava a constante tensão de que ela iria denunciar Nick e June, algo assim. Mas, embora rápida, a virada dada a personagem foi muito boa. Eden lia a bíblia, fazia anotações e tentava entender a Palavra. Quando Gilead pediu que ela não fosse verdadeira consigo mesma, ela sabia que aquilo era errado. Porque ela conhecia a verdade divina. E não a versão deturpada que Gilead faz da bíblia. E assim ela morreu, do lado do homem que amava e fiel a quem ela era e fiel ao Deus que ela acreditava. Foi um dos episódios mais tristes para mim. E um dos mais poderosos. Nos fala sobre o poder do conhecimento.

Momentos que merecem destaque:

  • A rima visual da bomba com a caneta foi linda. Duas armas diferentes mas igualmente poderosas.
  • O reencontro de June com a filha Hannah foi o momento que mais me arrancou lágrimas esse ano.
  • Janine amamentando a filha e provando que o amor pode curar.
  • As aias se apresentando umas as outras, pelos verdadeiros nomes pela primeira vez.
  • A mãe feminista de June presente no livro finalmente apareceu na série. Triste saber que ela morreu nas colônias.
  • Fred estuprando June pela primeira vez fora da cerimônia. Foi uma das cenas mais difíceis de ver da série. Não que os outros estupros fossem fáceis mas June sempre dizia que estava distante e naquele ela estava 100% ali.

Esse ano de The Handmaid’s Tale pode terminar com uma sensação de termos andado muito sem sair do canto mas a verdade é que saímos sim. A revolução está cada vez mais perto e é isso que quero ver na terceira temporada, Gilead finalmente começando a ruir. E vocês, o que acharam da segunda temporada? O que esperam da terceira? Deixem nos comentários e até ano que vem!




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