Contos dos Orixás | Talento e História nas HQ’s de Hugo Canuto

Contos dos Orixás faz parte de um projeto do quadrinista baiano Hugo Canuto, em que lendas sobre divindades da África Ocidental, muito presentes nas crenças brasileiras, são retratadas com muito zelo e profissionalismo em personagens de quadrinhos. Um trabalho que tenta suprir um pouco a carência de conhecermos outras vertentes mitológicas, dos heróis que podem estar mais próximos de nós, e todo talento em produzir essas histórias todas em ótimas HQ’s.

“Em um tempo antigo, deuses e heróis caminharam entre os homens. Travaram batalhas com furor, ensinaram a curar e lidar com a terra, o ferro e o fogo, reinaram e amaram com a mesma intensidade. Alguns desceram do luminoso Orum para realizar seus destinos, enquanto outros nasceram no Aiyê e pelos grandes feitos se tornaram Orixás, marcando para sempre a história de dois continentes.

Desde 2016 o quadrinista vem desenvolvendo a criação, que em 2017 entrou em processo de financiamento coletivo através da Catarse, o qual foi ampliado em 2018 juntamente com a expansão do projeto inicial e posteriormente obtendo grande sucesso na pré-venda, o que proporcionou o lançamento da revista na CCXP, em Dezembro. Porém a campanha continua até dia 18/01/19, quando então se iniciará o processo de distribuição da edição final.

A revista que reúne os Contos dos Orixás é uma Graphic Novel de 120 páginas ilustradas, que de maneira semelhante aos heróis dos quadrinhos Marvel, nos apresenta os lendários nomes da cultura Yorubá.

 

“The Orixas” foi inspirada na capa da revista “Avengers 4, 1966”.

Para a produção, mesmo não sendo uma obra de cunho estritamente religioso, Hugo Canuto estudou profundamente a religiosidade acerca dos agora seus “personagens”, consultando terreiros, acadêmicos e líderes religiosos a fim de tratar com todo respeito e cuidado as histórias que fazem parte desde nossa ancestralidade e serão agora um pouco mais conhecidas, mesmo que num universo fictício dos quadrinhos; assim como captar conhecimento em várias esferas para enriquecer ainda mais suas ilustrações.

“Hoje, nosso trabalho é constantemente utilizado como referência em salas de aula, presente em livros didáticos, citado por teses universitárias e exposições em países como Estados Unidos e Inglaterra. Porém, o mais importante é que está presente nas casas e principalmente no coração do público, servindo ao seu maior propósito – ser instrumento de empoderamento, reflexão e transformação de percepções sobre o grande legado das Civilizações Africanas e sua descendência na formação Histórica, Cultural e Espiritual do Povo Brasileiro.”

 

           AXÉ BAHIA-The Power of Art in an Afro-Brazilian Metropolis, organizada pelo Fowler Museum, UCLA, Califórnia. (2017)

Para adquirir um exemplar e também descobrir outros projetos, conheça a CATARSE.



Contos dos Orixás, Hugo Canuto

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Lendas | O folclore brasileiro contado por quadrinistas!

Um projeto genuinamente brasileiro, onde o folclore e os talentos nacionais se juntam numa obra pra encher a gente de orgulho!

O livro LENDAS é uma coletânea produzida por alguns dos melhores quadrinistas atuais do estúdio Chiaroscuro, onde nas suas 150 páginas são encontrados detalhes da origem, criação do desenho e diversas informações oriundas de muita pesquisa sobre 50 personagens existentes no folclore clássico e popular, como Boto, Negrinho do Pastoreio, Lobisomem, Caipora, Saci, Loira do Banheiro, Boitatá e Ipubiara.

Os profissionais que ilustraram a obra e fazem parte do estúdio, possivelmente já são velhos conhecidos dos fãs de HQ´s, pois são agenciados para grandes empresas do ramo, inclusive Marvel e DC. Por terem seu trabalho conhecido no mundo todo através dos quadrinhos, design de produtos e campanhas publicitárias, LENDAS será publicado em versão bilíngue e terá seu lançamento físico na CCXP 2018, em Dezembro na cidade de São Paulo.

“Suas histórias são contadas desde muito tempo à luz de fogueiras, em meio a matas fechadas, e ao pé da cama, antes de dormir, para alertar e assustar as crianças sobre os perigos do mundo lá fora. Contos dos primeiros moradores do Brasil, que tinham uma relação íntima com as matas e seus habitantes, ou que chegaram a estas terras de navio, na memória de tantos imigrantes que aqui desembarcaram. Alguns antigas como o tempo, outros que misturam elementos antigos e modernos. Alguns deles benfazejos, outros aterrorizantes e mortais. Fantásticos, todos eles, que há séculos habitam nosso imaginário e integram a história e a cultura do país.”

 

Quadrinistas Chiaroscuro Studios:

Adriana Melo Adriano Augusto Adriano Di Benedetto Alex Shibao
Alisson Borges Allan Jeff Andrei Bressan Breno Tamura Bruno Oliveira
Cris Bolson Cris Peter Daniel HDR Daniel Maia Danilo Beyruth Dijjo Lima
Diogenes Neves Eber Ferreira Eddy Barrows Eduardo Pansica
Felipe Watanabe Geraldo Borges Gustavo Duarte Ig Guara Ivan Reis
Joe Prado Jonas Trindade José Luis Julio Brilha Julio Ferreira
Leonardo Romero Lucas Werneck Marcelo Costa Marcelo Di Chiara
Marcelo Maiolo Marcio Fiorito Marcio Hum Marcio Menyz Marcio Takara
Mauro Fodra Natália Marques Nuno Plati Oclair Albert Oren Junior Paulo Siqueira
Péricles Júnior RB Silva Ricardo Jaime Robson Rocha Rod San
Rodney Buchemi Rodrigo Spiga Rogê Antônio Ronan Cliquet Ruy José
Thony Silas Wesllei Manoel Wilton Santos Yildiray Çinar Zé Carlos



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HQ brasileira sobre escravidão vence o premio Eisner, maior premiação dos quadrinhos

Criado em 1987, The Will Eisner Comic Industry Awards  ou apenas  Eisner Awards, como é conhecido, é o maior premio das HQs, a maior das honrarias que uma obra pode conseguir. O premio leva esse nome em homenagem Will Eisner um dos maiores quadrinistas americanos que já existiu, tendo sido responsável por obras que fazem sucesso ate hoje como The Spirit, Lady Luck e Mr. Mystic, Will Eisner atuou em diversas áreas seja como roteirista, arte-finalista, desenhista, editor, cartunista, empresario, publicitário entre outros. Alem disso Will Eisner foi mentor e de vital importância na carreira de grandes escritores como Bob Kane (Criador do Batman) e Jack Kirby(Hulk, Capitão América, Darkseid, Homem-Aranha, etc). Por essas e outras que o maior premio das HQs leva esse nome em homenagem a um dos maiores quadrinistas que já existiu.

Na ultima Comic-Con(SDCC), O Eisner Awards divulgou os vencedores da premiação conhecida por ser o Oscar dos Quadrinhos, entre eles tivemos o brasileiro Marcelo D’Salete que ganhou na categoria de Melhor Edição Americana de Material Estrangeiro, com Cumbe, quadrinho que aborda quatro histórias sobre esperança e resistência dos escravos durante o período colonial brasileiro. D’Salete é professor, é formado em Artes Plásticas e tem mestrado em História da Arte. D’Salete é negro. Seu trabalho sempre tratou da da discriminação e da violência na vida nas periferias urbanas. Em 2017 D’Salete ja havia lançado um dos mais aclamados Hqs nacionais do ano   “ANGOLA JANGA”, na obra  D’Salete combina ficção e realidade para narrar a história de Zumbi dos Palmares e de outros importantes personagens daquele cenário que remete ao período colonial Brasileiro.

Em Cumbe lançado em 2014, Marcelo D’Salete nos apresenta uma trama sobre escravos, onde a liberdade era o único e exclusivo objetivo. A trama é dotada de uma mitologia própria, resultado de 11 anos de pesquisas,onde nos é apresentada uma visão em que os negros escravizados gozavam de seus próprios mitos e verdades. A edição nos apresenta 4 arcos, onde a morte, a liberdade e os sentimentos estão intrinsecamente ligados. Realidade essa onde mesmo sem condições de serem livres, esses escravos viviam do jeito que conseguiam, mantendo a esperança e acreditando que no futuro tudo se tornaria melhor, mesmo que a realidade mostrasse de forma cabal, o contrario. Nessa HQ o autor tenta mostrar a cultura e o dia-a dia dos negros escravizados, e nos apresenta desde pequenos relacionamentos que permeavam o cotidianos dos escravizados ate a esmagadora crueldade da sociedade “branca” da época.

Voce pode Adquirir as Obras pelos links :

Abaixo encontra-se a lista dos outros vencedores com destaques para My Favorite Thing is Monsters que levou cinco prêmios para casa:

Melhor História Curta
A Life in Comics – The Graphic Adventures of Karen Green, de Nick Sousanis (Columbia Magazine, 2017)

Melhor Edição Única (ou Especial)
Hellboy – Krampusnacht, de Mike Mignola e Adam Hughes (Dark Horse Comics)

Melhor Série Contínua
Monstress, de Marjorie Liu e Sana Takeda (Image Comics)

Melhor Minissérie
Black Panther – World of Wakanda, de Roxane Gay, Ta-Nehisi Coates e Alitha E. Martinez (Marvel Comics)

Melhor Nova Série
Black Bolt, de Saladin Ahmed e Christian Ward (Marvel Comics)

Melhor Publicação para Jovens Leitores (até 8 anos)
Good Night, Planet, de Liniers (Toon Books)

Melhor Publicação para Crianças (entre 9 e 12 anos)
The Tea Dragon Society, de Katie O’Neill (Oni Press)

Melhor Publicação para Jovens Adultos (entre 13 e 17 anos)
Monstress, de Marjorie Liu e Sana Takeda (Image Comics)

Melhor Publicação de Humor
Baking With Kafka, de Tom Gauld (Drawn & Quarterly)

Melhor Antologia
Elements  Fire, A Comic Anthology by Creators of Color, editada por Taneka Stotts (Beyond Press)

Melhor Trabalho Baseado na Vida Real
Spinning, de Tillie Walden (First Second)

Melhor Graphic Novel em Álbum Inédito
My Favorite Thing Is Monsters, de Emil Ferris (Fantagraphics)

Melhor Graphic Novel em Republicação
Boundless, de Jillian Tamaki (Drawn & Quarterly)

Melhor Adaptação de Outra Mídia
Kindred, de Octavia Butler, adaptada por Damian Duffy e John Jennings (Abrams ComicArts)

Melhor Edição Norte-Americana de Material Internacional
Run for It – Stories of Slaves Who Fought for the Freedom, de Marcelo D’Salete, traduzido por Andrea Rosenberg (Fantagraphics)

Melhor Edição Norte-Americana de Material Internacional – Ásia
My Brother’s Husband – Vol. 1, de Gengoroh Tagame, traduzido por Anne Ishii (Pantheon)

Melhor Coleção ou Projeto de Arquivo de Tiras
Celebrating Snoopy, de Charles M. Schulz, editado por Alexis E. Fajardo e Dorothy O’Brien (Andrews McMeel)

Melhor Coleção ou Projeto de Arquivo de HQs
Akira 35th Anniversary Edition, de Katsuhiro Otomo, editado por Haruko Hashimoto, Ajani Oloye e Lauren Scanlan (Kodansha)

Melhor Roteirista
Tom King, Batman, Batman Annual Nº 2, Batman/Elmer Fudd Special Nº 1 e Mister Miracle (DC Comics)
Marjorie Liu, Monstress (Image Comics)

Melhor Roteirista/Artista
Emil Ferris, My Favorite Thing Is Monsters (Fantagraphics)

Melhor Desenhista/Arte-Finalista ou Time de Desenhista e Arte-finalista
Mitch Gerads, Mister Miracle (DC Comics)

Melhor Pintor/Artista Multimídia (arte sequencial)
Sana Takeda, Monstress (Image Comics)

Melhor Capista
Sana Takeda, Monstress (Image Comics)

Melhor Colorista
Emil Ferris, My Favorite Thing Is Monsters (Fantagraphics)

Melhor Letrista
Stan Sakai, Usagi Yojimbo e Groo – Slay of the Gods (Dark Horse Comics)

Melhor Veículo Relacionado a Quadrinhos/Jornalismo
The Comics Journal, editado por Dan Nadel, Timothy Hodler e Tucker Stone (Fantagraphics)

Melhor Obra Relacionada a Quadrinhos
How to Read Nancy – The Elements of Comics in Three Easy Panels, de Paul Karasik e Mark Newgarden (Fantagraphics)

Melhor Trabalho Acadêmico ou de Pesquisa
Latinx Superheroes in Mainstream Comics, por Frederick Luis Aldama (University of Arizona Press)

Melhor Design de Publicação
Akira 35th Anniversary Editiondesign de Phil Balsman, Akira Saito (Veia), NORMA Editorial MASH•ROOM (Kodansha)

Melhor HQ Digital
Harvey Kurtzman’s Marley’s Ghost, de Harvey Kurtzman, Josh O’Neill, Shannon Wheeler e Gideon Kendall (comiXology Originals/Kitchen, Lind & Associates)

Melhor Webcomic
The Tea Dragon Society, de Katie O’Neill, teadragonsociety.com (Oni Press)

Prêmio Bill Finger de Excelência de Roteiro de Quadrinhos
Joye Murchison Kelly, Dorothy Woolfolk

Prêmio Humanitário The Bob Clampett
Frederick Joseph, Comics4Kids

Prêmio Will Eisner Spirit para Varejo de Quadrinhos
Norma Comics, Barcelona, Espanha

Prêmio Russ Manning – Novato Promissor
Hamish Steele, Pantheon (Nobrow)
Pablo Tunica, TMNT Universe (IDW)


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